Em meio à "aceleração digital", cada campanha salarial pode ser a última oportunidade de defendermos direitos para os caixas. Não temos condições de esperar por mesas temáticas que não contemplam nossas demandas. Em dois anos, entre uma negociação coletiva e outra, novas ondas de encerramento de guichês serão promovidas pelo BB, precarizando não apenas o atendimento à população, mas também as condições de trabalho dos Caiex!
Junto com os sindicatos, nossa resistência tem colocado obstáculos à política da "centralização do atendimento de caixa", culminando na recente suspensão do encerramento de guichês em 25 agências do BB. Entretanto, sem mecanismos legais para coibir tal prática, essa suspensão é temporária.
Diante da tendência de redução de guichês nas agências, é preciso garantir maior estabilidade financeira e previsibilidade das tarefas desempenhadas pelos funcionários das PSOs, especialmente para aqueles que não se mantém efetivos na função de caixa.
Muitos escriturários abrem caixa de forma frequente ou contínua há vários anos, mas ficaram de fora das garantias que a ação judicial sobre a gratificação e o ACT propiciaram. Não foram abrangidos pelas liminares obtidas, não foram contemplados com a incorporação nem tiveram priorização em concorrências para vagas de assistentes. Sequer puderam participar dos cursos e treinamentos voltados para a realocação de carreira dos caixas.
Também estão em situação precária os caixas que eram efetivos até janeiro de 2025 e foram desgratificados. Em grande parte ainda são demandados na função, contrariando a decisão judicial que determina que deveriam ser mantidos como efetivos.
Pauta prioritária: por nomeações para todos nas PSOs!
Sem funções efetivas, tendo de substituir caixas e gerentes de módulo, os escriturários das PSOs não sabem se terão ou não uma gratificação ou comissão, por quanto tempo ou onde terão de trabalhar. Em parte das das PSOs, gestores utilizam o acionamento no caixa ou substituição de gemods como moeda de troca, exigindo cumprimento das metas em 190% para que essas oportunidades sejam dadas. Quando desempenham bem tarefas como a análise de documentos e pagamentos de depósitos judiciais no GSV, às vezes esses escriturários são "premiados" com a realocação para subordinadas administrativas, onde ficam sem gratificação.
Não nos opomos a absorvemos novos serviços, como os repassados pelos CENOPs, na medida em que houver treinamento adequado, distribuição justa das tarefas e tempo para executa-las com a devida concentração. Mas para isso temos que ter a garantia de uma comissão efetiva!
A exemplo do que foi feito nas PSVs, todos escriturários e caixas nas PSOs deveriam ter a oportunidade de nomeação em função de assistente, com a mesma remuneração do caixa executivo.
Diante da não contemplação de nossas principais reivindicações tratadas em mesa de negociação, a UNACaiexBB orienta seus membros a DUAS AÇÕES:
1) de quarta (2/9) até sexta-feira (4/9), interrompermos imediatamente a condução de protocolos GSV nas PSOs, seja de AQRs ou DJOs, em protesto pela execução desses serviços continuar sendo feita sem nomeação em cargos de assistentes, sem que o BB tenha sinalizado solução para isto;
2) comparecimento em peso nas assembleias da categoria para votarmos contra a proposta de Acordo apresentada pelo BB, bem como pela adesão ao movimento de greve que se dará nas diversas bases, como forma de elevar a pressão organizada sobre a empresa para que novas rodadas de negociação sejam estabelecidas.
Após
uma série de rodadas de negociação, sendo a última neste sábado (29 de
agosto), não está finalizada ainda uma proposta de Acordo Coletivo de
Trabalho (ACT) entre o Banco do Brasil e as organizações sindicais dos
bancários.
Os
representantes dos funcionários nas mesas de negociação com o BB
consideram insuficientes as propostas do Banco apresentadas até aqui.
Uma nova reunião está marcada para o dia 31 de agosto (segunda-feira).
A
UNACaiexBB destacou ao longo desta campanha salarial uma série de
reivindicações centrais para os caixas, tendo inclusive organizado um
dia próprio de mobilização para reforçá-las. Apoiamos diversos protestos
dos sindicatos que tratavam da defesa da continuidade do atendimento de
caixa à população. Além disso, ao lado de gerentes de módulo e
serviços, os caixas do BB participaram em peso da paralisação da
categoria em 20/8.
Repercutimos
ao longo da Campanha os informes dados pelos dirigentes sindicais sobre
reivindicações nossas que foram colocadas em Mesa perante o BB.
Entre nossas principais reivindicações, destacamos:
Por
nomeações para todos nas PSOs, corrigindo a situação dos
escriturários, que estão perdendo possibilidades de acionamento no
caixa, com prejuízo na remuneração, ao mesmo tempo em que absorvem
serviços repassados pelos CENOPs, ficando sem a gratificação e também
sem a comissão de um assistente operacional pleno (que deveria ser
equiparada à gratificação de caixa). Essa situação é incoerente com
política adotada pelo Banco em relação às PSVs, nas quais todos foram
nomeados no mínimo Assistentes de Tesouraria, sem perda salarial;
Fim
da sobrecarga, desvios e acúmulos de funções para caixas, gerentes de
módulo e de serviços, tanto em agências quanto em PSOs;
Fim das metas negociais para quem atua em caixas e tesourarias;
Garantia
da manutenção dos guichês de caixa nas agências do BB (sem tratamento
no Acordo, o encerramento dos guichês que está suspenso pode ser
retomado a qualquer momento);
Garantia
de ressarcimento por quilômetro rodado e custeio de transporte por
aplicativo aos funcionários de PSOs de grande abrangência ou com vários
municípios;
Por um Adicional de Quebra-de-Caixa, para além da gratificação da função;
Apesar
de estes assuntos terem sido pautados por nós e levados às mesas de
negociação, entre as proposições do BB, a única que diz respeito aos
caixas é a constituição de mesa específica para revisão dos "modelos de
acompanhamento da rede DIOPE" (que entendemos se tratar do indicador
"Efetividade de Operações", utilizado para medir a produtividade dos
funcionários nas PSOs e em outras unidades).
Permanecendo
apenas este item em relação aos caixas, sem avanços que contemplem
significativamente o que viemos reivindicando, a UNACaiexBB dará
orientação a seus membros pela rejeição da proposta de ACT que será
apresentada após está reunião de 31/8, bem como pela adesão ao
movimento de greve, como forma de pressão por conquistas.
As inclusões nas
Minutas foram alcançadas com a atuação dos caixas nos fóruns do
movimento sindical.
Com nossa Pauta
Específica em mãos, membros da UNACaiexBB participaram de encontros
estaduais e regionais de bancários e foram eleitos delegados ao 36º
Congresso Nacional de Funcionários do BB e ao 52º Encontro Nacional
da CONTEC.
Veja a relação das
reivindicações incluídas formalmente nas duas minutas:
Como
foi apresentado pela UNACaiexBB
Como
ficou na Minuta da Contraf-CUT
●O
escriturário
que
atuar como Caixa Executivo por 90 (noventa) dias, consecutivos ou
não,
será
nomeado para a função
de Caixa Executivo.
Art.
4º, Parágrafo 3º: O
escriturário/agente
comercial que exercer atividades inerentes
à função de Caixa Executivo por período igual ou superior a 90
(noventa) dias, consecutivos ou não, será nomeado para a
respectiva função.
●O
Gerente de Módulo ou de Serviço não poderá acumular sua função
com a de Caixa Executivo, salvo em situações de contingência.
Quando o Gerente de Módulo ou de Serviço abrir terminal de
caixa, será garantido ao funcionário além do adicional de
função ou VR do cargo, a respectiva gratificação de caixa.
Art.
21, Parágrafo 7º:
Os Gerentes de Serviço ou Gerentes de Módulo não poderão
acumular suas atribuições com a função de Caixa Executivo. Na
hipótese de abertura de terminal de caixa para realização de
atividades típicas de caixa executivo, será assegurado ao
funcionário, além do adicional de função ou VR do cargo, o
pagamento da respectiva gratificação de caixa.
●Serão
fornecidos celulares
corporativos para todos os funcionários,
buscando evitar o uso de celulares pessoais na execução de
tarefas do Banco.
Art.
21, Parágrafo 32:
O BANCO fornecerá aparelho celular e chip corporativo aos
funcionários que precisem desse tipo de dispositivo para exercer
a sua atuação funcional e, ainda, aos funcionários que
necessitem de dupla autenticação para acesso aos sistemas
institucionais, ou, alternativamente, implantará sistema de
autenticação biométrica nos terminais de trabalho.
●Serão
disponibilizados
leitores biométricos em todas as estações
de trabalho, inclusive nos terminais de operador (TOP) utilizados
na gestão de TAAs, sendo que seu uso será aceito em todos os
aplicativos do Banco que exijam autenticação de dois fatores, em
substituição ao uso de códigos de autorização enviados a
dispositivos móveis.
Art.
21, Parágrafo 37:Serão
disponibilizados
leitores
biométricos em todas as estações
de trabalho, inclusive nos terminais de operador (TOP) utilizados
na gestão de TAA´s,
sendo que seu uso será aceito em todos os aplicativos do Banco
que exijam autenticação de dois fatores, em substituição ao
uso de códigos de autorização enviados a dispositivos móveis.
●Serão
instaladas placas de proteção de acrílico contra a transmissão
de doenças respiratórias em todos as mesas, balcões e guichês
de atendimento.
Art.
21, Parágrafo 38: Serão
instaladas placas de proteção de acrílico contra a transmissão
de doenças respiratórias em todos as mesas, balcões e guichês
de atendimento.
●Será
fortalecido o programa de Qualidade de Vida no Trabalho – QVT,
com maior investimento do Banco, de modo que a margem orçamentária
permita a contratação de serviços mais frequentes, que levem
efetivamente os funcionários a realizarem pausas no trabalho para
massoterapia, ginástica laboral e outras atividades de promoção
da saúde.
Art.
21, Parágrafo 39: Será
fortalecido o programa de Qualidade de Vida no Trabalho – QVT,
com maior investimento do Banco, de modo que a margem orçamentária
permita a contratação de serviços mais frequentes, que levem
efetivamente os funcionários a realizarem pausas no trabalho para
massoterapia, ginástica laboral e outras atividades de promoção
da saúde.
●Será
atualizado semestralmente o "valor para ressarcimento por
quilômetro rodado", de modo a acompanhar os reajustes dos
preços de combustíveis e contemplar demais gastos, como
estacionamento, desgaste do veículo, etc.
Art.
21, Parágrafo 40:Será
atualizado semestralmente o "valor para ressarcimento por
quilômetro rodado", de modo a acompanhar os reajustes dos
preços de combustíveis e contemplar demais gastos, como
estacionamento, desgaste do veículo, etc.
●Será
vedada a atribuição de nível 3
ou superior para autorização
de transações por funcionário que exerça a função de Caixa
Executivo, salvo quando estiver substituindo gerente de módulo,
com o devido recebimento da comissão.
Art.
22, Parágrafo
11:
Será vedada a atribuição de nível 3 ou superior para
autorização de transações a
funcionários que exerçam a função de Caixa Executivo, salvo
nos casos de substituição formal de função gerencial, com a
correspondente remuneração.
●O
funcionário que estiver atuando como Caixa Executivo só poderá
ser requisitado a realizar serviços diversos do manuseio de
numerário e transações de caixa (como AQRs e DJOs), em
períodos de baixa demanda pelos clientes atendidos em filas dos
guichês, se de fato houver e na proporção em que houver tais
períodos, na medida em que o tamanho de sua equipe permitir
revezamento de tarefas e desde que lhe tenha sido garantido
treinamento adequado para realizar esses serviços.
Art.
22, Parágrafo 12:
É vedado ao BANCO atribuir aos caixas atividades típicas de
unidades CENOP sem o devido treinamento e sem a correspondente
remuneração.
a.
É
vedada a designação de caixas substitutos para atividades
diversas de sua função com prejuízo de comissão ou
caracterização de desvio funcional.
●O
cargo de Assistente Operacional Pleno terá o valor da comissão
(ABF) igual ao valor da gratificação de Caixa Executivo, podendo
atuar com numerário e transações de caixa quando lotado em
PSOs.
●Todos
os funcionários lotados em PSOs ou PSVs serão detentores de
alguma comissão ou gratificação, passando a inexistir o cargo
de escriturário nessas dependências.
●O
escriturário
que está lotado em PSO na data de assinatura deste acordo será
nomeado Assistente Operacional Pleno (com a comissão de valor
igual ao da gratificação de caixa), salvo manifestação em
contrário pelo próprio funcionário.
●O
funcionário de PSO que na data de assinatura deste acordo está
nomeado como Caixa Executivo ou recebendo a gratificação de
caixa por decisão judicial poderá optar entre manter essa
condição ou ser nomeado Assistente Operacional Pleno (com a
comissão de valor igual ao da gratificação de caixa). Caso
escolha continuar como Caixa Executivo, manterá o direito de
optar pela nomeação ao cargo de Assistente Operacional Pleno, no
mesmo prefixo, a qualquer momento. Em nenhuma hipótese o
funcionário de PSO que está como Caixa Executivo ficará sem a
gratificação de caixa ou uma comissão de valor no mínimo igual
a ela.
●O
funcionário que atua como caixa executivo ou em outra função
diferente das de Gerente de Módulo ou de Serviços não cuidará
de cofres, abastecimento e monitoramento de TAAs.
Art.
22, Parágrafo 13: O
funcionário que exerça a função de Caixa Executivo, ou outra
diversa das funções de Gerente de Módulo ou Gerente de
Serviços, não será responsável pela custódia de cofres,
abastecimento ou monitoramento de Terminais de Autoatendimento
(TAA).
●Será
vedada a realização por escriturário de pagamentos
que não envolvam manuseio de numerário, tais como compensação
de cheques, depósitos judiciais,
despesas administrativas e outros pagamentos realizados em canais
diferentes do terminal de caixa. Para a realização desses
pagamentos, o funcionário deve receber a gratificação de caixa
ou ser detentor de comissão.
Art.
22, Parágrafo 14: Será
vedada a realização, por escriturário/agente comercial, de
pagamentos e transações que não envolvam manuseio de numerário,
tais como compensação de cheques, depósitos judiciais, despesas
administrativas e demais operações efetuadas fora do terminal de
caixa, salvo quando o funcionário perceber gratificação de
caixa ou exercer função comissionada compatível com a atividade
desempenhada.
Como foi apresentado pela UNACaiexBB
Como ficou na Minuta da Contraf-CUT
Como ficou na Minuta da CONTEC
●Deve
haver redução proporcional das metas de todos os funcionários
diante de períodos de licenças, férias e abonos. Não se pode
cobrar toda a produção mensal de um funcionário que esteve em
serviço apenas alguns dias no mês.
Art.
21, Parágrafo 35:Deve
haver redução proporcional das metas de todos os funcionários
diante de períodos de licenças, férias e abonos. Não se pode
cobrar toda a produção mensal de um funcionário que esteve em
serviço apenas alguns dias no mês.
CLÁUSULA 54, VII - As metas individuais
serão reduzidas proporcionalmente aos períodos de férias,
licenças, afastamentos legais, abonos ou quaisquer ausências
justificadas do funcionário;
●Não deve ocorrer acúmulo de metas para
funcionários que atuam em substituição a funções
comissionadas. Por exemplo: o escriturário, caixa, assistente ou
especialista que substitui o gerente de serviços ou de módulo
não deve ter que responder ao mesmo tempo pelas metas individuais
de seu próprio cargo e pela meta do gerente que está
substituindo. As metas individuais de seu cargo de origem devem
ser proporcionalmente reduzidas em relação ao período em que
atua como gerente de serviços ou de módulo.
Art.
21, Parágrafo 36: Não deve ocorrer acúmulo de
metas para funcionários que atuam em substituição a funções
comissionadas. Por exemplo: o escriturário/agente
comercial, caixa,
assistente ou especialista que substitui o gerente de serviços ou
de módulo não deve ter que responder ao mesmo tempo pelas metas
individuais de seu próprio cargo e pela meta do gerente que está
substituindo. As metas individuais de seu cargo de origem devem
ser proporcionalmente reduzidas em relação ao período em que
atua como gerente de serviços ou de módulo.
CLÁUSULA
54,
VIII
- O
funcionário que exercer substituição em função comissionada
não poderá acumular simultaneamente as metas de sua função de
origem e as da função substituída, devendo ocorrer ajuste
proporcional dos indicadores de desempenho.
Como foi apresentado pela UNACaiexBB
Como ficou na Minuta da CONTEC
●Nos
casos de dependências que abranjam outros municípios além
daquele de moradia do funcionário, quando este for demandado a
cumprir a jornada fora de seu município de moradia, será
garantida a possibilidade de utilização de transporte gerido por
aplicativo (pago pelo Banco) ou de veículo próprio com
ressarcimento por quilômetro rodado, independentemente da
condição de os municípios serem limítrofes, da mesma região
metropolitana ou de haver alternativas de transporte coletivo.
CLÁUSULA 12, §2º - Auxílio Combustível: funcionários
que não utilizarem vale-transporte farão jus a auxílio
combustível no valor de R$ 2,00 (dois reais por quilômetro
rodado entre residência e local de trabalho.
CLÁUSULA 35 - Nos deslocamentos para atendimento a
convocação do gerente do PSO, o tempo de viagem, entre a
residência do funcionário e seu posto de trabalho, será
computado na sua jornada diária de trabalho. §1º - as
despesas com deslocamento, serão custeadas pelo Banco, através
de pagamento de quilometragem ou outra forma de transporte (táxi
ou aplicativos de transporte);
●Será
pago aos caixas executivos e quaisquer funcionários que tiverem
numerário sob sua responsabilidade e realizarem transações de
caixa, além da Gratificação de Caixa, pelo nível de
responsabilidade da função, o adicional de quebra de caixa,
referente ao risco da função.
CLÁUSULA 18, §6º - Aos funcionários que exerçam as
funções de Caixa Executivo, Tesoureiro ou que operem sistemas de
pagamento, compensação, liquidação e transferência de
recursos, será devida mensalmente a gratificação de Quebra de
Caixa no valor de R$ 810,00 (oitocentos e dez reais), destinada a
compensar os riscos financeiros inerentes ao manuseio de numerário
físico e à execução de operações financeiras em ambiente
digital. Detalhamento nosparágrafo 7º,8º,9º, 10, 11, 12 e 13
.
●Com
a finalidade de proporcionar maior segurança ao processo de
conferência de autenticidade de documentos de identificação, o
BANCO disponibilizará para os funcionários uma ampla base de
dados própria, com modelos ilustrados de todos os documentos de
identificação aceitos no país, de fácil consulta, com a
possibilidade de serem encontrados diferentes modelos conforme a
data de emissão e órgão expedidor (por exemplo, o funcionário
deve ter acesso a imagens do modelo de RG emitido pelo estado de
São Paulo em 1980, do modelo de RG emitido pelo estado do
Amazonas em 2022, etc.).
CLÁUSULA 59, §1º
-
O
BANCO
disponibilizará sistemas e bases de consulta que permitam a
verificação da autenticidade de documentos de identificação,
visando à proteção dos empregados contra fraudes.
Além da inclusão
de várias de nossas reivindicações nas minutas, destacamos a
declaração dada por Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de
Empresa dos Funcionários do BB, quando da entrega da Minuta da Contraf-CUT ao BB:
"Vamos
cobrar que o banco pare de transformar agências em lojas e preserve
a presença de caixas em todas as unidades, garantindo que a
população continue tendo acesso aos serviços bancários de forma
adequada."
Avançamos na
formalização de nossas demandas, mas não nos damos por
satisfeitos! Temos ainda o objetivo de incluir todas as
reivindicações dos caixas nas Minutas da Contraf-CUT e da CONTEC,
não importa de quantos processos congressuais precisemos participar!
Dirigentes das
entidades apontaram obstáculos à inclusão da totalidade de nossas
reivindicações: a quantidade supostamente excessiva delas; os
níveis de detalhamento e especificidade supostamente excessivos;
existência de demandas que já estariam contempladas na Minuta
anterior.
Nos deram a
perspectiva de que as reivindicações não incluídas na Minuta
serão levadas a mesas específicas, e que isto será mais favorável
ao avanço das negociações.
A respeito de
tudo isso, fazemos as seguintes considerações:
1) Reiteramos
a importância que tem para nós a inclusão formal de nossas
reivindicações nas minutas, pois isto firma o compromisso das
entidades sindicais com nossas demandas num patamar superior;
2) Ao
encaminharmos nossas proposições, fizemos um trabalho cuidadoso de
revisão das minutas aprovadas em 2024, justamente para evitar
repetições de reivindicações já contempladas. Se houve alguma
repetição, por falha nossa, trata-se de excepcionalidade;
3) Não vemos
quaisquer dificuldades às negociações que a inclusão de nossas
reivindicações causariam, seja pela quantidade ou por se tratarem
de demandas específicas de um segmento. A Minuta da Contraf-CUT ao
BB de 2024 possuía já mais de 400 parágrafos, entre eles muitos
relacionados a segmentos específicos do BB, sendo que vários deles
poderiam ser suprimidos por estarem repetidos em mais de um artigo ou
por serem questões superadas. Junto de nossas 58 proposições, nós
sugerimos 16 alterações ou supressões de parágrafos;
4) Grande
parte de nossas reivindicações não acolhidas formalmente tratavam
de atualizações do Artigo 22 da Minuta de 2024 da Contraf-CUT,
dedicada quase que exclusivamente aos caixas. Nossas proposições
visavam na verdade AMPLIAR as reivindicações daquele artigo, para
contemplar escriturários de PSOs, caixas que atuam em agências não
atendidas por PSOs, gerentes de módulo/serviços, assistentes
operacionais plenos e funcionários das PSVs;
5) A
formalização de nossas reivindicações nas minutas não é
impedimento a que sejam tratadas em mesas específicas. A presença
das reivindicações nas minutas na verdade reforça a importância
delas para todos os espaços de negociação que forem abertos;
6) Por outro
lado, nem tudo o que foi negociado em campanhas salariais passadas
estava presente nas minutas de reivindicações, de modo que também
não há impedimento a que as entidades sindicais apresentem demandas
trazidas pela UNACaiexBB que não tenham sido formalmente acolhidas;
7) O problema
de se deixar reivindicações dos caixas para mesas específicas de
negociação é que essas mesas podem acabar não acontecendo, a
exemplo do observado ao longo dos últimos anos. Nas vezes em que
houveram reuniões entre entidades sindicais e BB sobre assuntos
pertinentes aos caixas, elas trataram de questões emergenciais -
como os efeitos da derrubada da nossa liminar em 2024 e o
descumprimento do negociado quanto à priorização em concorrências
em 2025. Outras serviram para a comunicação de decisões tomadas de
forma unilateral pelo Banco - como a criação das plataformas Cenop
em 2023. Em geral, não houve a discussão em detalhe do conjunto de
nossas reivindicações mais amplas, nem respostas a cada uma delas.
Não nos opomos a
que sejam estabelecidas mesas específicas, mas não esperaremos por
elas!
Desde já, ao longo
da campanha salarial, a UNACaiexBB se dedicará a colocar as
reivindicações dos caixas em evidência. Destacaremos as que estão
na Minuta da Contraf-CUT, as que estão na Minuta da CONTEC e as que
foram apresentadas por nós sem serem incluídas em nenhuma das duas,
mas que são pertinentes aos assuntos discutidos nas mesas de
negociação.
O período entre maio de 2025 e maio de 2026 foi marcado pelo avanço
do encerramento de guichês de caixa no Banco do Brasil, política
contra a qual temos protestado ao lado de diversos sindicatos.
Iniciado em 2024 no Espírito Santo, o Inova Varejo visa remodelar o
funcionamento das agências do BB, criando escritórios digitais sem
atendimento presencial, priorizando a relação com segmentos de alta
renda e reduzindo estruturas voltadas à prestação de serviços
essenciais para a população, em especial os guichês de caixa.
No escopo desse projeto, a “Centralização de Atendimentos Caixa”
consiste em retirar a opção do atendimento em guichês de
determinadas agências e direcionar os clientes que demandam para
outras. A distância entre os pontos de atendimento e a quantidade de
transações em cada um estariam entre os critérios adotados.
O que temos visto na prática é que esta política vem sendo adotada
conforme é reduzido o quadro de funcionário das Plataformas de
Suporte Operacional (PSOs), onde estão lotados grande parte dos
caixas do BB, especialmente em grandes e médias cidades, mas também
em conjuntos de cidades pequenas e próximas entre si. A cada vez que
um funcionário da PSO se aposenta ou é nomeado em outro setor, sua
vaga é bloqueada e posteriormente extinta, não ocorrendo reposição
com um novo funcionário admitido no prefixo.
Há locais em que o quadro muito reduzido de caixas combinado com a
sobrecarga de trabalho tem levado a uma centralização do
atendimento de forma sazonal ou eventual. Por vezes, o atendimento no caixa é
interrompido em função de ausências por questões de saúde, num
círculo vicioso entre falta de funcionários para atender e o
adoecimento dos que se sobrecarregam mantendo o atendimento.
Quando se trata da saída de um gerente de módulo (Gemod), que é ao
mesmo tempo responsável pela tesouraria e uma equipe de caixas,
normalmente se interrompe em definitivo o atendimento em guichês de
uma das agências abrangidas pela PSO, mas um caixa executivo é
mantido na agência para assumir atribuições que eram do Gemod
(cuidar de serviços administrativos da agência, da tesouraria e do
abastecimento de Terminais de Auto Atendimento – TAAs). Embora
modificações nos normativos internos do BB tenham diluído as
responsabilidades dos cargos, é de se avaliar possíveis ações
judiciais nestes casos, contra desvios de função e falta de
isonomia salarial, a exemplo do que fez o Sindicato dos Bancários de Bauru.
Sabemos que é um processo de difícil contenção e mais difícil
ainda de ser revertido, mas entendemos que ocorrerá de maneira ainda
mais acelerada se não impormos nenhum tipo de resistência. É
preciso sensibilizar a população, repercutir na imprensa e acionar
órgãos públicos que regulam as atividades econômicas.
Em toda interlocução que tivemos com o movimento sindical buscamos
incentivar que o encerramento de guichês não passasse “em
branco”, que fosse no mínimo alvo de protestos. Repercutimos cada
manifestação e matérias veiculadas a respeito na imprensa.
Em um desses exemplos tivemos notícia de que a intervenção do
sindicato reverteu o encerramento dos guichês. É o caso da agência Liberdade, em Salvador (BA). O Sindicato dos Bancários da Bahia
pressionou o Banco apresentando dados sobre a elevada demanda por
atendimento de caixa daquela agência, que não sendo próxima
de outras deixaria a população daquela região desassistida.
Embora a Liberdade tenha mantido os guichês, outra agência de
Salvador acabou tendo o atendimento de caixa encerrado, sendo o ato
justificado pelo Banco pela menor movimentação e por ser próxima de outro ponto.
Ganha maior dimensão a luta contra o encerramento de agências bancárias (#somostodoscaixas?)
Com alguma frequência, a luta pela manutenção do atendimento em
guichês de caixa é vista com ceticismo. Dentro da categoria e
até em parte do movimento sindical, é comum ouvirmos que nossa
função foi superada pelos avanços tecnológicos – e que,
portanto, nos restaria reivindicar a realocação em outras funções,
sem perda salarial.
Ao nosso ver, uma coisa não elimina a outra: devemos sim reivindicar
novas oportunidades de carreira dentro do Banco, na medida em que
houver redução da demanda pelo atendimento em guichês. Mas isso
não exclui a pertinência da reivindicação de que o atendimento em
guichês seja mantido, enquanto essa demanda existir, ainda que de
forma reduzida.
Na verdade, as duas reivindicações se complementam e se fortalecem
mutuamente. É a relevância social da função dos caixas que dá
força à organização deste segmento em torno de suas demandas. Por
outro lado, quanto mais prolongada for a transição para o
atendimento digital, quanto mais se respeitar os clientes que têm
dificuldade de acesso e de adaptação às novas tecnologias, mais
oportunidades de realocação em outras funções os caixas
encontrarão. Além do desamparo injustificado aos clientes e
usuários do sistema financeiro, uma extinção acelerada da função
reduz as oportunidades para que os caixas consigam ser nomeados em
outros cargos dentro da empresa, com equiparação ou crescimento
salarial.
Se a solidariedade à luta pela continuidade da função de caixa por vezes foi
limitada por uma visão “pragmática” sobre nossa suposta
obsolescência, chama a atenção que a mesma argumentação que
sempre utilizamos (exclusão social, os riscos de segurança aos
clientes, etc.) tem sido adotada de forma crescente na campanha pela
manutenção das agências bancárias.
Frente ao acelerado encerramento de agências,
especialmente pelas instituições privadas, a categoria está
descobrindo afinal que todos os bancários estão em situação
semelhante à dos caixas, sob o risco de substituição por
inteligência artificial e por trabalhadores precarizados, excluídos
de nossa convenção coletiva.
Em nosso último Plano de Ação,
entre vários objetivos, havíamos estabelecido o seguinte:
"Propormos às entidades representativas do funcionalismo a
construção de uma ampla campanha pelo #AtendimentoHumanizado nas
agências bancárias."
Sem mérito nosso, porque não conseguimos nos dedicar de fato a essa
tarefa, essa ampla campanha já está acontecendo, embora possa ser
ampliada ainda mais.
O movimento sindical vem atuando de forma crescente em campanhas
contra o encerramento de agências bancárias.
Em diversas regiões houve protestos nas agências e matérias
veiculadas pela imprensa, com entrevistas de dirigentes sindicais e
clientes afetados. A UNACaiexBB buscou repercutir essas iniciativas,
principalmente quando foi colocada em evidência a insatisfação dos
clientes, ainda que a função de caixa não fosse citada diretamente
nas publicações – uma falha, a nosso ver.
O encerramento de uma agência bancária muitas vezes é precedido
pela expulsão dos clientes e usuários que demandam atendimento nos
guichês; ou é precisamente destes clientes e usuários que a
instituição está buscando se livrar. Portanto, a manutenção dos guichês
de caixa como serviço essencial à população reforça a
manutenção das próprias agências – o que deveria ser abordado também
nas intervenções do movimento sindical sobre o assunto.
Além dos protestos e inserções na imprensa, três iniciativas em
defesa da manutenção das agências bancárias se destacaram no
último período:
Apresentado pela Senadora Eliziane Gama (PT-MA), após estudos
realizados junto à Consultoria do Senado e à Assessoria Jurídica
do Sindicato dos Bancários do Maranhão, este projeto propõe regras
para impedir o fechamento indiscriminado de agências, como a
necessidade de realização de audiências públicas, a adoção de
critérios transparentes, a proteção aos trabalhadores e a
apresentação de alternativas para assegurar o atendimento à
população. Este projeto recebeu apoio de um conjunto amplo de
entidades sindicais e representativas dos bancários, como a
Contraf-CUT e a FENAE.
Presidida pelo Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), esta
audiência pública reuniu representantes das instituições
financeiras, das fintechs, estudiosos, parlamentares de diversos
espectros políticos e dirigentes sindicais bancários de diversos
estados, tendo contado com intervenções de representantes da Federação
Bahia-Sergipe e dos Sindicatos do Maranhão e do Rio Grande do Norte.
Esta iniciativa é do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco
e Região. Consiste, além da coleta de assinaturas em apoio à luta
pela manutenção das agências, também na apresentação de uma consistente argumentação em que devemos nos basear e na
repercussão de atos públicos e notícias relacionadas ao assunto.
A UNACaiexBB buscou apoiar e repercutir cada uma destas iniciativas,
pois enxerga uma relação intrínseca entre as duas campanhas: pela
manutenção dos guichês de caixa e em defesa das agências
bancárias.
UNACaiexBB citada na Câmara dos Deputados
Em Audiência Pública sobre Precarização das Condições de Trabalho no Banco do Brasil, realizada em 1º de dezembro de 2025, tendo sido presidida
pela Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF), a UNACaiexBB se fez
representada através de nosso membro Rafael Guimarães, que é
também dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Em
sucinta fala na qual abordou diversos aspectos do trabalho do caixa
executivo, ao que a deputada respondeu em sua intervenção final,
Rafael mencionou nossa organização e nosso PL de Iniciativa
Popular:
PL de Iniciativa Popular e relações institucionais
Além dos sindicatos que já formalizaram apoio à nossa proposta,
buscamos dialogar com representantes da ANABB, sem que tenhamos
conseguido chegar a algum encaminhamento concreto. Por outro lado, as
adesões espontâneas ao nosso Projeto foram muito aquém do
necessário para um objetivo deste vulto (1,5 milhões de assinaturas
necessárias para que o Projeto vá a votação).
Embora consideremos ainda pertinente o que está expresso no PL de
Iniciativa Popular (como a vedação a que as instituições
financeiras contratem convênios de pagamento excluindo a
possibilidade de serem realizados nos guichês de caixa), devemos no
próximo período reelaborar a estratégia para o avanço destas
proposições no ordenamento legal brasileiro. Não necessariamente
precisará ser através de iniciativa popular, com assinaturas à
mão. Há outros caminhos que podemos adotar, como consultas online
através de plataformas fornecidas pelo próprio Poder Legislativo,
apresentação de projeto ou emendas a projetos existentes através
de parlamentares aliados, etc.
Participação nos fóruns do Movimento Sindical em 2025 e
tentativas de avançar em mesas temáticas
Em 22 de agosto de 2025, após participação em etapas
estaduais/regionais, a UNACaiexBB se fez representar mais uma vez no
35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil,
apresentando um conjunto de demandas próprias a serem apreciadas nas
deliberações do encontro.
Cobramos a realização de mesa de negociação temática sobre
caixas, conforme previsto no ACT, a realocação dos caixas
desgratificados em outras funções (sem redução salarial) e uma
solução para os escriturários das PSOs, que estão absorvendo
serviços que antes eram realizados por assistentes operacionais
plenos dos CENOPs, mas sem o recebimento de nenhuma gratificação ou
comissão.
A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB entendeu naquele
momento que essas demandas já estavam contempladas em resoluções
de fóruns passados do Movimento Sindical, e que não caberia em um
ano sem campanha salarial a atualização da Minuta de
Reivindicações.
Diante das dificuldades experimentadas nesta ocasião e também no
passado, em termos o reconhecimento formal do conjunto de nossas
reivindicações nos fóruns do movimento sindical, decidimos
realizar um trabalho de melhor diálogo com os representantes dos
funcionários nas mesas de negociação, buscando cada um dos membros
da Comissão de Empresa, sendo que conseguimos o diálogo direto com
7 dos 12 membros.
Em várias destas conversas os representantes da CEBB argumentaram
sobre a dificuldade de se conseguir instalar mesa temática sobre
caixas para tratar com o Banco sobre nossas reivindicações. O Banco
estaria se demonstrando intransigente e se recusando a negociar
muitos dos temas demandados pelo Movimento Sindical, inclusive sobre
a Cassi, que necessita de encaminhamentos urgentes para resolver seu
equacionamento financeiro para os próximos anos.
No entanto, havia a perspectiva de realização de uma mesa de
negociação específica sobre metas, em relação à qual o Banco
havia sinalizado concordância em instalar.
Decidimos então levantar um conjunto de reivindicações dos caixas do BB que poderiam ser apresentadas nesta mesa sobre metas, como o
fim das metas de vendas para caixas, a inclusão da gratificação de
caixa no cálculo da remuneração variável (PDG) e uma melhor
regulação dos serviços repassados às PSOs através da Atuação
Qualificada em Rede (AQR), com o pagamento de comissões aos
escriturários de PSOs envolvidos nos serviços.
No final das contas, não houve mesa temática sobre caixas e a CEBB
também não conseguiu realizar uma mesa temática sobre metas.
A CONTEC, que também havíamos procurado, mas com a qual não
chegamos a realizar uma conversa mais longa, realizou uma mesa de negociação com o BB na qual abordou temas de interesse dos caixas e
dos gerentes de módulo, alguns dos quais vínhamos discutindo.
Publicamos uma avaliação desta reunião. Apesar da pertinência dos
temas tratados, não houve até o momento avanços concretos sobre os
mesmos.
Andamento da Ação Judicial e situação dos caixas
desgratificados
A Ação Judicial sobre a Gratificação encontra-se próxima do
trânsito em julgado, com o Relator do Processo (Ministro Alberto
Bastos Balazeiro) no TST tendo indeferido o último recurso
apresentado pelo Banco. Um novo recurso do BB ainda deve ser julgado
pela 3ª Turma do Tribunal.
Avaliamos que a tendência é serem mantidos pelo TST os termos do
Acórdão reformado do TRT10, com o Banco tendo a obrigação (sob
pena de multa) de manter os caixas efetivos como tais, enquanto
permanecerem na função.
Reafirmamos que é irregular perante a decisão judicial vigente a
situação dos caixas que foram desgratificados pelo Banco em
fevereiro de 2025, mas que na prática continuam atuando na função,
recebendo através do esquema “abre um dia, ganha o mês”. Fazem
jus a terem o reestabelecimento da condição de caixas efetivos e ao
recebimento retroativo das gratificações não pagas, além das
multas devidas.
Passamos a participar de diversas postagens como “colab” no
Instagram, visando maior repercussão. Protestos contra o
encerramento de guichês e do atendimento presencial realizados pelos
Sindicatos de Campos de Goytacazes (RJ) e de Belo Horizonte (MG)
“furaram a bolha”. O primeiro passou das 20 mil visualizações e
o segundo está chegando a 40 mil. A quantidade de
seguidores da UNACaiexBB subiu de 1.200 para 1.700 e segue em
crescimento.
Em busca ativa, descobrimos cerca de 5.000 colegas que continuam
atuando na função de caixa no BB – mais de 1/3 deles participam
de nossos grupos. Procedemos com a ampliação
das funções que podem se juntar a nós, contemplando além de
escriturários e assistentes também os especialistas.
Nossa comunidade no Whatsapp cresceu de 1.200 para 1.800 membros.
Está aquém do teto de 5.000 membros que a comunidade poderia ter e
que idealizamos, mas é suficiente para afirmarmos que somos a maior
comunidade de funcionários do BB no Whatsapp!
Atualização da Pauta de Reivindicações – rumo ao 36° CNFBB!
Entre 13 e 21 de abril de 2026 realizamos ampla consulta aos membros da UNACaiexBB sobre a atualização de nossa Pauta de Reivindicações.
Desta vez preparamos propostas de redação adaptadas às minutas da Contraf e da Contec, evitando a repetição de reivindicações já
presentes nos documentos e apontando cláusulas e parágrafos em que
podem ser inseridas. Fizemos isso com o objetivo de garantir que
nossa Pauta seja efetivamente incorporada às minutas oficiais
entregues ao BB, não sendo tratada mais como algum “anexo”.
Estamos propondo soluções reais para problemas concretos
enfrentados pelos caixas do BB, tais como:
PROBLEMAS
REIVINDICAÇÕES EM
NOSSA PAUTA
Falta de isonomia de
direitos em relação à Incorporação de Função prevista no
Parágrafo 4 da Cláusula 12 do ACT.
- Extensão do direito à
incorporação a todos os caixas que tenham completado ou venham a
completar 10 anos de função, considerando períodos
intermitentes e contemplando os caixas que foram desgratificados
em 2019.
Falta de oportunidades de
nomeação em outras funções para caixas desgratificados.
-
Criação
de
vagasde
remuneração igual ou superior à de caixa, priorizadas para
caixas, na mesma quantidade e nas mesmas praças em que tenham
ocorrido e venham a ocorrer as desgratificações.
Falta de isonomia salarial
para os escriturários das PSOs que estão absorvendo serviços
dos CENOPs.
- Nomeação de todos os
escriturários de PSOs como assistentes operacionais plenos,
equiparando-se o valor da comissão de assistente pleno ao da
gratificação de caixa.
Sobrecarga e riscos nos
trabalhos realizados pelos caixas.
- Moderação dos serviços
dos CENOPs repassados às PSOs, garantindo-se treinamento adequado
antes da execução dos serviços e ponderando-se a quantidade
distribuída conforme o quadro de pessoal disponível em cada
equipe, não demandando-se dos caixas durante os picos de
atendimento em guichês;
-
Limitação dos valores de Depósitos Judiciais pagos por
funcionários que estão atuando como caixas.
Injustiças na remuneração
dos caixas.
- Pagamento de
“quebra-de-caixa”, além da gratificação;
-
Efetivação dos caixas que atuam em substituição;
-
Pagamento da gratificação referente às férias aos caixas que
atuam em substituição;
-
Inclusão da gratificação de caixa no cálculo das remunerações
variáveis (como PDG).
Barreiras ao atendimento
das demandas dos clientes nos guichês de caixa, como a meta de
redução de depósitos em espécie que está em vias de
implementação.
- Vedação ao
estabelecimento de metas de redução de transações (inclusive
de depósitos em espécie) e de redução do acionamento de
caixas.
Elevado tempo e custos de
deslocamento entre residência e trabalho em PSOs que abrangem
diferentes municípios.
- Caso o funcionário tenha
que se deslocar do município de sua residência a outro, que lhe
seja garantida a
possibilidade de utilização de transporte gerido por aplicativo
(pago pelo Banco) ou de veículo próprio com ressarcimento por
quilômetro rodado.
Acúmulo de metas
operacionais com as negociais e falta de proporcionalidade quando
das ausências e substituições.
- Fim das metas de vendas
para funcionários que atuam nas PSOs e para caixas e gerentes de
serviços que atuam nas agências;
-
Funcionários de agências que atuam como caixas em parte do mês
devem ter suas metas negociais proporcionalmente reduzidas;
-
Fim do acúmulo de metas do cargo de origem com o cargo de
substituição.
Quadro insuficiente de
caixas para o cumprimento das tarefas, gerando sobrecarga aos
funcionários e precarização do atendimento.
- Toda agência terá
guichês e todas as agências e subordinadas de PSOs lotação de caixas executivos e, quantidade suficiente para a prestação de um atendimento
adequado, considerando-se potenciais ausências por férias,
licenças e abonos, não podendo haver menos que dois caixas
atendendo;
Avanço do encerramento de
PSVs e terceirização dos serviços de valores.
- Reforço ao papel
custodiante do Banco do Brasil, em defesa da soberania nacional,
do interesse público e da qualidade do serviço, a fim de evitar
novos encerramentos e terceirização de serviços das PSVs;
Falta de modernização de
equipamentos para preservação de saúde dos funcionários que
atuam em caixas e tesourarias.
- Instalação das gavetas
frontais nos novos guichês;
-
Aquisição de teclados que contenham leitores de cartão e de
biometria;
-
Aquisição de contadoras de cédula com tampas nos compartimentos
inferiores para contenção da poeira projetada.
Até a data de fechamento deste texto, já apresentamos nossa Pauta
em diversos encontros estaduais/regionais, entre eles Espírito
Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito
Federal. No âmbito da CONTEC, nossa Pauta foi apresentada no
encontro da Federação de Bancários de Alagoas, Pernambuco e Rio
Grande do Norte.
Participaremos ainda de outros encontros estaduais/regionais e nos
empenharemos para que nossas reivindicações sejam aprovadas no 36º
Congresso Nacional dos Funcionários do BB, onde devemos reunir os
membros da UNACaiexBB que fazem parte da delegação. Buscaremos
aprovar nossa Pauta também no 52º Encontro Nacional de Dirigentes
Sindicais da CONTEC.
Uma vez incorporada a Pauta de Reivindicações às minutas que serão
levadas às mesas de negociação, mobilizaremos nossas bases para as
atividades da Campanha Salarial.
Elaboraremos ainda um novo Plano de Ação, pensando o período de
hoje até maio de 2027.