24 de maio de 2026

Balanço do Segundo Ano de Atuação da UNACaiexBB


A luta para manter os guichês de caixa no BB

O período entre maio de 2025 e maio de 2026 foi marcado pelo avanço do encerramento de guichês de caixa no Banco do Brasil, política contra a qual temos protestado ao lado de diversos sindicatos. 

Iniciado em 2024 no Espírito Santo, o Inova Varejo visa remodelar o funcionamento das agências do BB, criando escritórios digitais sem atendimento presencial, priorizando a relação com segmentos de alta renda e reduzindo estruturas voltadas à prestação de serviços essenciais para a população, em especial os guichês de caixa.

No escopo desse projeto, a “Centralização de Atendimentos Caixa” consiste em retirar a opção do atendimento em guichês de determinadas agências e direcionar os clientes que demandam para outras. A distância entre os pontos de atendimento e a quantidade de transações em cada um estariam entre os critérios adotados.

O que temos visto na prática é que esta política vem sendo adotada conforme é reduzido o quadro de funcionário das Plataformas de Suporte Operacional (PSOs), onde estão lotados grande parte dos caixas do BB, especialmente em grandes e médias cidades, mas também em conjuntos de cidades pequenas e próximas entre si. A cada vez que um funcionário da PSO se aposenta ou é nomeado em outro setor, sua vaga é bloqueada e posteriormente extinta, não ocorrendo reposição com um novo funcionário admitido no prefixo.

Há locais em que o quadro muito reduzido de caixas combinado com a sobrecarga de trabalho tem levado a uma centralização do atendimento de forma sazonal ou eventual. Por vezes, o atendimento no caixa é interrompido em função de ausências por questões de saúde, num círculo vicioso entre falta de funcionários para atender e o adoecimento dos que se sobrecarregam mantendo o atendimento.

Quando se trata da saída de um gerente de módulo (Gemod), que é ao mesmo tempo responsável pela tesouraria e uma equipe de caixas, normalmente se interrompe em definitivo o atendimento em guichês de uma das agências abrangidas pela PSO, mas um caixa executivo é mantido na agência para assumir atribuições que eram do Gemod (cuidar de serviços administrativos da agência, da tesouraria e do abastecimento de Terminais de Auto Atendimento – TAAs). Embora modificações nos normativos internos do BB tenham diluído as responsabilidades dos cargos, é de se avaliar possíveis ações judiciais nestes casos, contra desvios de função e falta de isonomia salarial, a exemplo do que fez o Sindicato dos Bancários de Bauru.

Sabemos que é um processo de difícil contenção e mais difícil ainda de ser revertido, mas entendemos que ocorrerá de maneira ainda mais acelerada se não impormos nenhum tipo de resistência. É preciso sensibilizar a população, repercutir na imprensa e acionar órgãos públicos que regulam as atividades econômicas.

Em toda interlocução que tivemos com o movimento sindical buscamos incentivar que o encerramento de guichês não passasse “em branco”, que fosse no mínimo alvo de protestos. Repercutimos cada manifestação e matérias veiculadas a respeito na imprensa.

Ao longo do último ano registramos ações e protestos contra encerramento de guichês de caixa pelo BB em Vitória (ES), São Luís (MA), Salvador(BA), Rio de Janeiro (RJ), Bauru (SP), Campos dos Goytacazes (RJ), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Florianópolis(SC) e Feira de Santana (BA).

 

Em um desses exemplos tivemos notícia de que a intervenção do sindicato reverteu o encerramento dos guichês. É o caso da agência Liberdade, em Salvador (BA). O Sindicato dos Bancários da Bahia pressionou o Banco apresentando dados sobre a elevada demanda por atendimento de caixa daquela agência, que não sendo próxima de outras deixaria a população daquela região desassistida. Embora a Liberdade tenha mantido os guichês, outra agência de Salvador acabou tendo o atendimento de caixa encerrado, sendo o ato justificado pelo Banco pela menor movimentação e por ser próxima de outro ponto.


Ganha maior dimensão a luta contra o encerramento de agências bancárias (#somostodoscaixas?)

Com alguma frequência, a luta pela manutenção do atendimento em guichês de caixa é vista com ceticismo. Dentro da categoria e até em parte do movimento sindical, é comum ouvirmos que nossa função foi superada pelos avanços tecnológicos – e que, portanto, nos restaria reivindicar a realocação em outras funções, sem perda salarial.

Ao nosso ver, uma coisa não elimina a outra: devemos sim reivindicar novas oportunidades de carreira dentro do Banco, na medida em que houver redução da demanda pelo atendimento em guichês. Mas isso não exclui a pertinência da reivindicação de que o atendimento em guichês seja mantido, enquanto essa demanda existir, ainda que de forma reduzida.

Na verdade, as duas reivindicações se complementam e se fortalecem mutuamente. É a relevância social da função dos caixas que dá força à organização deste segmento em torno de suas demandas. Por outro lado, quanto mais prolongada for a transição para o atendimento digital, quanto mais se respeitar os clientes que têm dificuldade de acesso e de adaptação às novas tecnologias, mais oportunidades de realocação em outras funções os caixas encontrarão. Além do desamparo injustificado aos clientes e usuários do sistema financeiro, uma extinção acelerada da função reduz as oportunidades para que os caixas consigam ser nomeados em outros cargos dentro da empresa, com equiparação ou crescimento salarial.

Se a solidariedade à luta pela continuidade da função de caixa por vezes foi limitada por uma visão “pragmática” sobre nossa suposta obsolescência, chama a atenção que a mesma argumentação que sempre utilizamos (exclusão social, os riscos de segurança aos clientes, etc.) tem sido adotada de forma crescente na campanha pela manutenção das agências bancárias.

Frente ao acelerado encerramento de agências, especialmente pelas instituições privadas, a categoria está descobrindo afinal que todos os bancários estão em situação semelhante à dos caixas, sob o risco de substituição por inteligência artificial e por trabalhadores precarizados, excluídos de nossa convenção coletiva.

Em nosso último Plano de Ação, entre vários objetivos, havíamos estabelecido o seguinte:

"Propormos às entidades representativas do funcionalismo a construção de uma ampla campanha pelo #AtendimentoHumanizado nas agências bancárias."

Sem mérito nosso, porque não conseguimos nos dedicar de fato a essa tarefa, essa ampla campanha já está acontecendo, embora possa ser ampliada ainda mais.

O movimento sindical vem atuando de forma crescente em campanhas contra o encerramento de agências bancárias.

Em diversas regiões houve protestos nas agências e matérias veiculadas pela imprensa, com entrevistas de dirigentes sindicais e clientes afetados. A UNACaiexBB buscou repercutir essas iniciativas, principalmente quando foi colocada em evidência a insatisfação dos clientes, ainda que a função de caixa não fosse citada diretamente nas publicações – uma falha, a nosso ver.

O encerramento de uma agência bancária muitas vezes é precedido pela expulsão dos clientes e usuários que demandam atendimento nos guichês; ou é precisamente destes clientes e usuários que a instituição está buscando se livrar. Portanto, a manutenção dos guichês de caixa como serviço essencial à população reforça a manutenção das próprias agências – o que deveria ser abordado também nas intervenções do movimento sindical sobre o assunto.

Além dos protestos e inserções na imprensa, três iniciativas em defesa da manutenção das agências bancárias se destacaram no último período:

 

I) Projeto de Lei 5.426/2025

 

Apresentado pela Senadora Eliziane Gama (PT-MA), após estudos realizados junto à Consultoria do Senado e à Assessoria Jurídica do Sindicato dos Bancários do Maranhão, este projeto propõe regras para impedir o fechamento indiscriminado de agências, como a necessidade de realização de audiências públicas, a adoção de critérios transparentes, a proteção aos trabalhadores e a apresentação de alternativas para assegurar o atendimento à população. Este projeto recebeu apoio de um conjunto amplo de entidades sindicais e representativas dos bancários, como a Contraf-CUT e a FENAE.

 

II) Audiência Pública sobre Digitalização de Serviços e Fechamento de Agências Bancárias (14/10/2025)

 

Presidida pelo Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), esta audiência pública reuniu representantes das instituições financeiras, das fintechs, estudiosos, parlamentares de diversos espectros políticos e dirigentes sindicais bancários de diversos estados, tendo contado com intervenções de representantes da Federação Bahia-Sergipe e dos Sindicatos do Maranhão e do Rio Grande do Norte.

 

III) Abaixo Assinado “Eu Quero Mais Agências

 

Esta iniciativa é do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Consiste, além da coleta de assinaturas em apoio à luta pela manutenção das agências, também na apresentação de uma consistente argumentação em que devemos nos basear e na repercussão de atos públicos e notícias relacionadas ao assunto.


A UNACaiexBB buscou apoiar e repercutir cada uma destas iniciativas, pois enxerga uma relação intrínseca entre as duas campanhas: pela manutenção dos guichês de caixa e em defesa das agências bancárias.


UNACaiexBB citada na Câmara dos Deputados

Em Audiência Pública sobre Precarização das Condições de Trabalho no Banco do Brasil, realizada em 1º de dezembro de 2025, tendo sido presidida pela Deputada Federal Erika Kokay (PT-DF), a UNACaiexBB se fez representada através de nosso membro Rafael Guimarães, que é também dirigente do Sindicato dos Bancários de Brasília. Em sucinta fala na qual abordou diversos aspectos do trabalho do caixa executivo, ao que a deputada respondeu em sua intervenção final, Rafael mencionou nossa organização e nosso PL de Iniciativa Popular:


PL de Iniciativa Popular e relações institucionais

Um dos objetivos estabelecidos em nosso último Plano de Ação foi “obtermos apoios institucionais e alavancarmos a campanha de coleta de assinaturas para o nosso PL de Iniciativa Popular "Na Boca do Caixa".”

Além dos sindicatos que já formalizaram apoio à nossa proposta, buscamos dialogar com representantes da ANABB, sem que tenhamos conseguido chegar a algum encaminhamento concreto. Por outro lado, as adesões espontâneas ao nosso Projeto foram muito aquém do necessário para um objetivo deste vulto (1,5 milhões de assinaturas necessárias para que o Projeto vá a votação).

Embora consideremos ainda pertinente o que está expresso no PL de Iniciativa Popular (como a vedação a que as instituições financeiras contratem convênios de pagamento excluindo a possibilidade de serem realizados nos guichês de caixa), devemos no próximo período reelaborar a estratégia para o avanço destas proposições no ordenamento legal brasileiro. Não necessariamente precisará ser através de iniciativa popular, com assinaturas à mão. Há outros caminhos que podemos adotar, como consultas online através de plataformas fornecidas pelo próprio Poder Legislativo, apresentação de projeto ou emendas a projetos existentes através de parlamentares aliados, etc.


Participação nos fóruns do Movimento Sindical em 2025 e tentativas de avançar em mesas temáticas

Em 22 de agosto de 2025, após participação em etapas estaduais/regionais, a UNACaiexBB se fez representar mais uma vez no 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, apresentando um conjunto de demandas próprias a serem apreciadas nas deliberações do encontro.

 

Cobramos a realização de mesa de negociação temática sobre caixas, conforme previsto no ACT, a realocação dos caixas desgratificados em outras funções (sem redução salarial) e uma solução para os escriturários das PSOs, que estão absorvendo serviços que antes eram realizados por assistentes operacionais plenos dos CENOPs, mas sem o recebimento de nenhuma gratificação ou comissão.

A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB entendeu naquele momento que essas demandas já estavam contempladas em resoluções de fóruns passados do Movimento Sindical, e que não caberia em um ano sem campanha salarial a atualização da Minuta de Reivindicações.

Restou como encaminhamento que nos contemplou o eixo “ampliação de postos de trabalho, garantindo o atendimento de caixa e preenchimento de claros”, aprovado ao final do Congresso.

Diante das dificuldades experimentadas nesta ocasião e também no passado, em termos o reconhecimento formal do conjunto de nossas reivindicações nos fóruns do movimento sindical, decidimos realizar um trabalho de melhor diálogo com os representantes dos funcionários nas mesas de negociação, buscando cada um dos membros da Comissão de Empresa, sendo que conseguimos o diálogo direto com 7 dos 12 membros.

Uma destas conversas foi objeto de matérias publicadas pela FETRAF-RJ/ES e pelo Sindicato dos Bancários do Espírito Santo.

Em várias destas conversas os representantes da CEBB argumentaram sobre a dificuldade de se conseguir instalar mesa temática sobre caixas para tratar com o Banco sobre nossas reivindicações. O Banco estaria se demonstrando intransigente e se recusando a negociar muitos dos temas demandados pelo Movimento Sindical, inclusive sobre a Cassi, que necessita de encaminhamentos urgentes para resolver seu equacionamento financeiro para os próximos anos.

No entanto, havia a perspectiva de realização de uma mesa de negociação específica sobre metas, em relação à qual o Banco havia sinalizado concordância em instalar.

Decidimos então levantar um conjunto de reivindicações dos caixas do BB que poderiam ser apresentadas nesta mesa sobre metas, como o fim das metas de vendas para caixas, a inclusão da gratificação de caixa no cálculo da remuneração variável (PDG) e uma melhor regulação dos serviços repassados às PSOs através da Atuação Qualificada em Rede (AQR), com o pagamento de comissões aos escriturários de PSOs envolvidos nos serviços.

No final das contas, não houve mesa temática sobre caixas e a CEBB também não conseguiu realizar uma mesa temática sobre metas.

A CONTEC, que também havíamos procurado, mas com a qual não chegamos a realizar uma conversa mais longa, realizou uma mesa de negociação com o BB na qual abordou temas de interesse dos caixas e dos gerentes de módulo, alguns dos quais vínhamos discutindo. Publicamos uma avaliação desta reunião. Apesar da pertinência dos temas tratados, não houve até o momento avanços concretos sobre os mesmos.


Andamento da Ação Judicial e situação dos caixas desgratificados 

A Ação Judicial sobre a Gratificação encontra-se próxima do trânsito em julgado, com o Relator do Processo (Ministro Alberto Bastos Balazeiro) no TST tendo indeferido o último recurso apresentado pelo Banco. Um novo recurso do BB ainda deve ser julgado pela 3ª Turma do Tribunal.

Avaliamos que a tendência é serem mantidos pelo TST os termos do Acórdão reformado do TRT10, com o Banco tendo a obrigação (sob pena de multa) de manter os caixas efetivos como tais, enquanto permanecerem na função.

Reafirmamos que é irregular perante a decisão judicial vigente a situação dos caixas que foram desgratificados pelo Banco em fevereiro de 2025, mas que na prática continuam atuando na função, recebendo através do esquema “abre um dia, ganha o mês”. Fazem jus a terem o reestabelecimento da condição de caixas efetivos e ao recebimento retroativo das gratificações não pagas, além das multas devidas.

Realizamos desde de novembro de 2025 um levantamento dos colegas nessa situação e temos buscado diálogo com estes e com as entidades sindicais, para que seja encaminhada uma solução que os contemple.

A quem quiser acompanhar os trâmites da Ação, seguem os números dos processos:

0000094-91.2021.5.10.0006 (Confraf-CUT)

0000102-38.2021.5.10.0016 (CONTEC)

 

Crescimento da UNACaiexBB nas redes – a maior comunidade de Funcis no Whatsapp!

Repercutiram bem duas postagens nossas em parceria com o Sindicato dos Bancários de Espírito Santo: a paródia “Tem Que Manter o Guichê” e o destaque à Sátira “Burrão no Aeroporto”.

Passamos a participar de diversas postagens como “colab” no Instagram, visando maior repercussão. Protestos contra o encerramento de guichês e do atendimento presencial realizados pelos Sindicatos de Campos de Goytacazes (RJ) e de Belo Horizonte (MG) “furaram a bolha”. O primeiro passou das 20 mil visualizações e o segundo está chegando a 40 mil. A quantidade de seguidores da UNACaiexBB subiu de 1.200 para 1.700 e segue em crescimento.

Em busca ativa, descobrimos cerca de 5.000 colegas que continuam atuando na função de caixa no BB – mais de 1/3 deles participam de nossos grupos. Procedemos com a ampliação das funções que podem se juntar a nós, contemplando além de escriturários e assistentes também os especialistas. Nossa comunidade no Whatsapp cresceu de 1.200 para 1.800 membros. Está aquém do teto de 5.000 membros que a comunidade poderia ter e que idealizamos, mas é suficiente para afirmarmos que somos a maior comunidade de funcionários do BB no Whatsapp!


Atualização da Pauta de Reivindicações – rumo ao 36° CNFBB!

Entre 13 e 21 de abril de 2026 realizamos ampla consulta aos membros da UNACaiexBB sobre a atualização de nossa Pauta de Reivindicações. Desta vez preparamos propostas de redação adaptadas às minutas da Contraf e da Contec, evitando a repetição de reivindicações já presentes nos documentos e apontando cláusulas e parágrafos em que podem ser inseridas. Fizemos isso com o objetivo de garantir que nossa Pauta seja efetivamente incorporada às minutas oficiais entregues ao BB, não sendo tratada mais como algum “anexo”.

Estamos propondo soluções reais para problemas concretos enfrentados pelos caixas do BB, tais como:

PROBLEMAS

REIVINDICAÇÕES EM NOSSA PAUTA

Falta de isonomia de direitos em relação à Incorporação de Função prevista no Parágrafo 4 da Cláusula 12 do ACT.

- Extensão do direito à incorporação a todos os caixas que tenham completado ou venham a completar 10 anos de função, considerando períodos intermitentes e contemplando os caixas que foram desgratificados em 2019.

Falta de oportunidades de nomeação em outras funções para caixas desgratificados.

- Criação de vagas de remuneração igual ou superior à de caixa, priorizadas para caixas, na mesma quantidade e nas mesmas praças em que tenham ocorrido e venham a ocorrer as desgratificações.

Falta de isonomia salarial para os escriturários das PSOs que estão absorvendo serviços dos CENOPs.

- Nomeação de todos os escriturários de PSOs como assistentes operacionais plenos, equiparando-se o valor da comissão de assistente pleno ao da gratificação de caixa.

Sobrecarga e riscos nos trabalhos realizados pelos caixas.

- Moderação dos serviços dos CENOPs repassados às PSOs, garantindo-se treinamento adequado antes da execução dos serviços e ponderando-se a quantidade distribuída conforme o quadro de pessoal disponível em cada equipe, não demandando-se dos caixas durante os picos de atendimento em guichês;

- Limitação dos valores de Depósitos Judiciais pagos por funcionários que estão atuando como caixas.

Injustiças na remuneração dos caixas.

- Pagamento de “quebra-de-caixa”, além da gratificação;

- Efetivação dos caixas que atuam em substituição;

- Pagamento da gratificação referente às férias aos caixas que atuam em substituição;

- Inclusão da gratificação de caixa no cálculo das remunerações variáveis (como PDG).

Barreiras ao atendimento das demandas dos clientes nos guichês de caixa, como a meta de redução de depósitos em espécie que está em vias de implementação.

- Vedação ao estabelecimento de metas de redução de transações (inclusive de depósitos em espécie) e de redução do acionamento de caixas.

Elevado tempo e custos de deslocamento entre residência e trabalho em PSOs que abrangem diferentes municípios.

- Caso o funcionário tenha que se deslocar do município de sua residência a outro, que lhe seja garantida a possibilidade de utilização de transporte gerido por aplicativo (pago pelo Banco) ou de veículo próprio com ressarcimento por quilômetro rodado.

Acúmulo de metas operacionais com as negociais e falta de proporcionalidade quando das ausências e substituições.

- Fim das metas de vendas para funcionários que atuam nas PSOs e para caixas e gerentes de serviços que atuam nas agências;

- Funcionários de agências que atuam como caixas em parte do mês devem ter suas metas negociais proporcionalmente reduzidas;

- Fim do acúmulo de metas do cargo de origem com o cargo de substituição.

Quadro insuficiente de caixas para o cumprimento das tarefas, gerando sobrecarga aos funcionários e precarização do atendimento.

- Toda agência terá guichês e todas as agências e subordinadas de PSOs lotação de caixas executivos e, quantidade suficiente para a prestação de um atendimento adequado, considerando-se potenciais ausências por férias, licenças e abonos, não podendo haver menos que dois caixas atendendo;

Avanço do encerramento de PSVs e terceirização dos serviços de valores.

- Reforço ao papel custodiante do Banco do Brasil, em defesa da soberania nacional, do interesse público e da qualidade do serviço, a fim de evitar novos encerramentos e terceirização de serviços das PSVs;

Falta de modernização de equipamentos para preservação de saúde dos funcionários que atuam em caixas e tesourarias.

- Instalação das gavetas frontais nos novos guichês;

- Aquisição de teclados que contenham leitores de cartão e de biometria;

- Aquisição de contadoras de cédula com tampas nos compartimentos inferiores para contenção da poeira projetada.

A Pauta de Reivindicações completa pode ser conferida no endereço a seguir: https://www.unacaiexbb.com.br/2026/04/resultados-da-consulta-unacaiexbb-pauta.html

Até a data de fechamento deste texto, já apresentamos nossa Pauta em diversos encontros estaduais/regionais, entre eles Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Distrito Federal. No âmbito da CONTEC, nossa Pauta foi apresentada no encontro da Federação de Bancários de Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Participaremos ainda de outros encontros estaduais/regionais e nos empenharemos para que nossas reivindicações sejam aprovadas no 36º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, onde devemos reunir os membros da UNACaiexBB que fazem parte da delegação. Buscaremos aprovar nossa Pauta também no 52º Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais da CONTEC.

Uma vez incorporada a Pauta de Reivindicações às minutas que serão levadas às mesas de negociação, mobilizaremos nossas bases para as atividades da Campanha Salarial.


Elaboraremos ainda um novo Plano de Ação, pensando o período de hoje até maio de 2027.


A luta dos Caiex continua!